sábado, 23 de fevereiro de 2008

Oscar, oscar, oscar - Parte II

Continuando com as previsões, Roteiro Adaptado já foi comentado no texto anterior. Quem levar a estatueta de filme, leva essa. É uma categoria bipolar, pois tirando Sangue Negro e Onde os Fracos Não Têm Vez, os três demais têm várias deficiências narrativas. Já roteiro original, o mais fraco deles vai levar: Juno, a sensação do ano, o indie do ano e a porcaria superestimada do ano - ok, não é porcaria, mas tenho implicância com o hype e a mediocridade do filme. Dos que assisti, o prêmio cairia fácil nos colos da galera da Pixar. Mas estou ultracurioso com a boneca inflável do Lars e do relacionamento entre irmãos de A Família Savage.

Fotografia é outra categoria dificílima de se prever qualquer coisa. Excetuando-se Desejo e Reparação, todos os outros são bons demais da conta. Meu voto vai pra atmosfera crua criada por Robert Elswitt para Sangue Negro. Mas deve dar mesmo Roger Deakins pelo filme do Coen - se ele não dividir muito os votos com ele mesmo no Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford, também um belíssimo trabalho, melhor até que em Onde os Fracos Não Têm Vez.

A categoria montagem / edição é a mais diversificada: tem a agilidade de cortes de O Ultimato Bourne, a discrição de Sangue Negro, a criação sensorial de O Escafandro e a Borboleta, a montagem de ruptura do filme dos Coen e a relação de memória e ação de Na Natureza Selvagem. Todos os indicados aqui são mais que merecidos (ok, eu arranjaria espaço pra Ratatouille). Não faço idéia de quem vá ganhar, mas como menos é mais, meu voto iria para Sangue Negro.

Direção de Arte é outra que Sangue Negro deve ganhar (Jack Fisk!), mas Dante Ferretti e a criação ultraromântica de Sweeney Todd não é de se descartar. Desejo e Reparação corre por fora. Figurinos, se o mundo fosse justo, iria pra Elizabeth: A Era de Ouro, mas Desejo e Reparação leva, provavelmente. Mas é uma categoria que nem eu, nem os votantes da Academia, estão aptos a julgar! Já maquiagem Piaf - Um Hino ao Amor é tiro certo.

A melhor canção do ano não foi indicada: Guaranteed, do Eddie Vedder para Na Natureza Selvagem. Ok, não foi indicada merecidamente, porque passa nos créditos e a gente sempre reclama de canções indicadas que passam em créditos. Mas se a estatueta cair nos colos de Glen Hansard e Marketa Irglova, o casal mais fofo dos últimos tempos em Once, vai ser de ótimo tamanho. A música é linda e tem tudo a ver com o filme. Enquanto isso, temos três canções débeis de Encantada... Em trilha sonora, outra barbada: Dario Marianelli vencerá por Desejo e Reparação - a estatueta já devia ter sido entregue a ele dois anos atrás pela superior e magnífica trilha de Orgulho e Preconceito. O meu voto seria para Marco Beltrami pela trilha de pegada de Os Indomáveis, mas parece que só eu penso isso.

As categorias de som são incógnitas, afinal nem eu nem os votantes da Academia (de novo!) somos capazes de julgar. Gosto muito do som de Transformers, mas o filme só vai levar mesmo Efeitos Visuais (outra barbada). Esses prêmios devem ir pro filme dos Coen.

A estatueta de melhor animação eu nem vou dizer pra quem torço e quem vai ganhar, é fato consumado. Mas Persépolis é uma delícia, não percam de jeito algum. Filme estrangeiro eu não assisti a nenhum ainda (mas deverei ver algo até a premiação e comento aqui). É outra categoria incógnita, como todos os anos, logo mais que o belíssimo 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias ficou de fora, uma das grandes injustiças do ano. E não me venham dizer que o filme argentino, quer dizer, brasileiro, O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias merecia estar aqui...

Documentário vai ser uma briga ferrenha. Michael Moore em seu filme mais fraco nunca deve ser dispensado, mas parece que o Um Táxi para a Escuridão é muito bom. Vou assistir hoje e você também deveria... vai passar no canal Futura às 23:30.

E quanto aos curta-metragens, não vi nenhum. E nem tenho notícias sobre...

Um comentário:

Felipe Leonardo disse...

CinePlayers entrando no mundo da blogosfera!!!

Abraço,
Felipe Leonardo