domingo, 7 de fevereiro de 2010

Péssimo serviço no GNC Cinemas Blumenau

Estava guardando esta postagem para o site principal do Cineplayers, em uma melhor oportunidade. Moro em Blumenau e aqui há o monopólio do GNC Cinemas, grupo gaúcho. Não sei como funciona nas outras cidades, mas em Blumenau o serviço é desastroso. Tanto que nos últimos meses praticamente não frequentei mais, apenas vou esporadicamente, simplesmente não dá vontade. Abaixo a lista das reclamações, que já tanto me incomodaram mas hoje parecem simplesmente desimportantes:

- Poucos filmes importantes. Somente os filmes mainstream (e nem todos, geralmente os piores) chegam às suas salas.
- Quando algum filme importante chega, vem com semanas de atraso.
- Atendimento lento para quase tudo.
- Atraso nas projeções (de até cinco minutos, o que já é irritante).
- Permite entrar após horário (houve casos em até mais de 20 minutos, é frequente isso). Atrapalha demais quem quer estar envolvido na experiência fílmica.
- Não consegue conter o público adolescente com seu falatório, máquinas fotográficas e aparelhos celulares.
- Atendimento online fraco e às vezes inexistente, com respostas vagas e nada esperançosas - na maioria das vezes não são recebidas.
- Exagero na climatização: geralmente o ar é muito gelado, ou seja, ir lá faz mal à saúde.
- Quando A Conquista da Honra deu problema na exibição, o filme foi parado e voltaram a passá-lo mais pra frente, ou seja, deixaram de passar uma parte.
- Promoções e vantagens mentirosas: por exemplo, o cartão de 3 meses gratuito chega com pouco mais de 2 meses e meio de disponibilidade de uso.
- O próprio gerente interrompe o filme APÓS o início do mesmo, solicitando que pessoas não deixem espaços em branco nas fileiras de poltronas. Antes do filme, tudo bem; depois, ridículo.
- Programação da próxima semana liberada apenas horas antes de sexta-feira, o que impossibilita qualquer planejamento melhor dos filmes a serem assistidos.
- Não funciona em alguns feriados (ex.: véspera de Natal e Natal/2008).
- Programa de fidelidade lotado de regras inconsistentes, como se você PAGAR por 4 ingressos em um só dia, mesmo que seja para uso próprio, só contará 2 ingressos.
- Propagandas junto aos trailers, como se o filme fosse gratuito.


sábado, 27 de junho de 2009

Efeitos Especiais


Hoje estava revendo Eu Sou a Lenda e, no meio daquela correria toda de quando a ação estoura, pensei: "Por que diabos, com todo o avanço da tecnologia, os efeitos especiais parecem piores do que antes?".

Veja bem, não estou dizendo que todos os filmes são assim - O Senhor dos Anéis e O Exterminador do Futuro são exemplos de filmes bem feitos com a tecnologia.

A questão é que, se antes os efeitos eram truncados e lentos, hoje em dia eles são desbotados em cor e tão rápidos que ficam irreais. Se as texturas evoluíram com uma certa precisão, esses movimentos que saltaram do lento para o rápido demais são inaceitáveis para os padrões de hoje.

Exemplos não faltam: além do já citado Eu Sou a Lenda, Minha Super Ex-Namorada e Hancock (também com Will Smith) se encaixam perfeitamente no que estou dizendo... Efeitos em lugares desnecessários, que quando trocam do real para o digital ficam óbvios e quebram a imersão que o cinema deve causar - e que alguns filmes dependem.

Gostava quando os efeitos não eram tão evoluídos e, para convencer, os técnicos tinham que quebrar a cabeça e usar toda a imaginação em maquinária. Com esse abuso de efeitos de hoje, os filmes ficaram mais preguiçosos, entediantes até em certos momentos. Falsos, feios, tão limpos que acabam sujos. Ao invés de trabalharem a favor do filme, deixam claro onde termina o set e onde começam os computadores. Não deveria ser assim.

Quando comparei com filmes um pouco mais antigos, é óbvio que não estou dizendo que os efeitos de antes eram melhores; apenas disse que eram melhor utilizados. Eram feitos quando não tinha mesmo como se fazer no set - até porque, eram bem mais caros - e, mesmo que falsos hoje, na época funcionavam bem melhor para a imersão do que o que vemos hoje (Jurassic Park, alguém?).

Espero que um dia a realidade imaginária vista no cinema possa voltar a ser natural. Nem que feita pelo computador, mas da forma correta.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Primeiro dia do É Tudo Verdade

Meu primeiro dia no festival teve 0 documentários. Tudo começou quando cheguei para pegar minha credencial e me preparava para assistir os curtas da sessão das 16h. Aliás, me preparava pra assistir a sessão das 16h, 18h e 20h. Doc na veia. Foi quando o Unibanco Arteplex foi subitamente invadido por dezenas de estudantes protestando contra a possível restrição da meia entrada. Então, tentando trazer cultura as pessoas, eles acabaram proibindo e atrapalhando quem tentava assistir filmes brasileiros, de qualidade. Não fez muito sentido pra mim. Até pq 100m dali havia um cinemark. Por que não protestaram lá? Medo dos seguranças do shopping? Imagino quantas pessoas, assim como eu, querendo ver um filme, desistiram de acompanhar o Festival, ou ver filmes que mereciam muito mais a compra do ingresso, e foram assistir algum enlatado no shopping ao lado.

Bem, depois de assistir a Pagando bem, que mal tem?, e perder a sessão das 18h, fui informado por um amigo da produção do Festival que se quisesse assistir o filme das 20h, Garapa do José Padilha, teria que ficar 2h na fila, que os ingressos estavam sendo disputados a tapa... Como minha paciência tinha ido embora com o Movimento Estudantil, encerrei minha noite sem nenhum doc no currículo.