domingo, 21 de setembro de 2008

Segundo dia das cabines

É pessoal, a idade tá chegando... Segundo dia de cabines e já estou cansadão. Também, depois dos quatro filmes médios pra baixo de ontem, desanima qualquer um. Pra vocês terem uma idéia da rotina dessa época pré-festival (e olha que estamos falando de "pré"), as cabines têm começado às 16:30 e vão até meia-noite. Aterriso em casa por volta das 01:30. Faço algumas coisas no site, escrevo algo e durmo até 13: 30 (hora que acordei hoje). Escrevo algo e... lá vamos nós de novo. Para "piorar", amanhã começam as cabines pela parte da manhã... Rio Congelado vai passar às 10:30. Vida social out-cinema? Zero.

Antes dar dar uma rapidíssima pincelada sobre os filmes de ontem (rapidíssima mesmo, tenho que almoçar, banho e ir pras cabines de hoje), gostaria de dizer que hoje, extamente hoje, especificamente hoje, faz 1 ano que a Geo Euzébio está com a gente no site! Um ano de casa! Fico muito orgulhoso de tê-la chamado pra cobrir o Festival do ano passado comigo e dela ter se tornado uma editora muito querida pelos leitores. Não vou mandar beijos aqui pq posso dar pessoalmente! \o/

Bom, vamos ao filmes de ontem: Delta, filme europeu que escreverei após o almoço. Interessante, mas falho. Rocknrolla - A grande Roubada, novo filme do Guy Ritchie, começa malzão, cheio de narração em off e situações meio enroladas, mas ganha fôlego e ritmo lá pela metade, tornando-se uma agradável surpresa - eu não estava dando nada por ele. A Geo vai escrever sobre ele.

A primeira bomba veio com 14 Quilômetros, filme africano sobre imigração - três jovens cruzando a África para tentar chegar na Espanha ilegalmente - é estranho. Por vezes, parece que não tinham muita grana, aí aparecem várias e várias tomadas de grua em pleno deserto e a gente pensa: "comoooooo?". Enfim, o filme peca por diálogos pueris, pela total falta de domínio da linguagem cinematográfica etc. etc. etc. Mas pelo menos apresenta uma questão que a gente ignora totalmente. 

O último de ontem foi o inacreditável Casa Negra. Esse filme sul-coreano (que eu esperava bastante, por incrível que pareça!) é de dar vergonha alheia. Pelo menos está na mostra certa, a Midnight, para filmes bizarros. Ele começa como filme de psicopata comum, com o tapadinho do herói (um vendedor de seguros) tentando provar que um homem matou o próprio filho pra receber uma bolada. Mas olha, não se engane... a partir da metade vira um freak show na qual algumas pessoas não são o que parecem, e vira um jogo de gato e rato trash. Trashão mesmo!!! Os diálogos são as coisas mais inacreditáveis do mundo. Quando o rapaz pega um manual-de-como-são-os-psicopatas-para-crianças, é de dar dor no estômago de tanto rir. O filme foi aplaudidíssimo - deboche, claro! Mas tenho certeza que muitos vão levar o filme para o lado "sou trash mas sou intencional" e devem gostar. Enfim, recomendo (eu falei isso?) para ver como não se fazer um filme!


Bom, gente, vou lá! 


3 comentários:

Eduardo disse...

Olá, Andy!
Imagino que deve ser um grande prazer (masoquista...rsrs) ver 4 filmes seguidos nos mesmo dia. E encontrar tempo para dormir, escrever, se alimentar....

Mas, por favor, não deixe de manter atualizado esse espaço diariamente. Adoro o texto de vocês, e adoro saber o que está rolando nas cabines.

Parabénns pelo cobertura. Estarei aqui diariamente.

Conrado Heoli disse...

Realmente, difícil imaginar ver 4 filmes seguidos e ainda conseguir fazer análises sobre cada um deles. Não se confunde e acaba misturando os filmes? hehehe Brincadeira, Andy.

Muito legais os textos, já espero ansioso pelas análises de vocês.

E eu quero ver Casa Negra! hahaha
Até mais! :D

Ramiro disse...

Fiquei com vontade de ver Casa Negra. ahuhueahue