(Control, 2007)
O Joy Division é uma banda que nunca esteve entre as minhas prediletas, apesar de saber cantarolar algumas músicas - já clássicas - deles. À parte disso, convivi com alguns adimiradores da poesia de Ian Curtis e ouvi uma ou duas histórias a seu respeito, que acabei encontrando representadas neste que é o primeiro longa dirigido pelo fotógrafo Anton Corbijn. Ele que, fotografando para a revista NME conheceu a banda e seu vocalista.
Tendo como referência o famoso livro de memórias Touching From A Distance escrito por Deborah Curtis (Samantha Morton), a esposa de Ian (Sam Riley), o filme concentra a maior parte de sua atenção ao triângulo amoroso montando pelo casal Curtis e pela belga Annik Honoré (Alexandra Maria Lara), que era jornalista nas horas vagas e acabou entrevistando a banda, depois do que tornou-se namorada do controverso vocalista, que, para os que não sabem, suicidou-se em maio de 1980.
Não entendo por qual motivo dois filmes são lançados em tão curto espaço de tempo tendo como tema a história do Joy Division, seja falando propriamente da banda ou enfatizando a vida particular de Curtis, mas essa semana estréia também Joy Division, este um documentário, bem mais interessante do que Control.

Aliás, comecei este texto para falar do que NÃO é bacana em Control:
1. Anton Corbijn não podia ter achado que por ter conhecido o personagem principal desta história ele estaria apto a contá-la. Saiu de sua posição de fotógrafo e diretor de videoclipes (o clipe de Heart-Shaped Box foi dirigido por ele) para alçar vôos maiores, mas não soube segurar a peteca. Com este relato ele não acrescenta nada de novo a biografia de Curtis, já que apenas reproduz cenas-clichês da história dele, conhecidas de cór e salteado pelos fãs do cantor.
2. Sam Riley a mim não conseguiu convencer, apesar da aparência física com o músico. Faltou um pouco de emoção a alguém que acorda depois de um ataque epilético decidido a tirar a própria vida. Além do que, sua imitação da famosa dança de Curtis me deixou com aquele sentimento de quase-caricatura. No entanto, tanto o personagem quanto sua dança eram peculiares demais, ou seja, acho difícil que alguém consiga imitá-lo melhor.
3. O elenco careceu de um diretor mais competente, porque nenhuma interpretação brilha, nem mesmo Samantha Morton.
Agora, há uma coisa digna de comentário positivo, aliás duas: os atores tocando - de verdade - os instrumentos e SamRiley nos vocais, o que produziu alguma estranheza na comparação com os vocais originais, mas isso me pareceu muito mais agradável do que playback e aqueles atores aranhando o dedo em acordes que não existem, coisa que deve ser muito triste para os músicos que se vêem representados ali. E o uso do preto-e-branco que valorizou a fotografia, apesar de - acredito - ter sido usada para acentuar o tom sombrio que envolve a história do músico, sem no entanto ter conseguido.
Mas, eu posso estar totalmente enganada a respeito do que escrevi sobre este filme, porque o pessoal do Festtival de Cannes 2007 deu até prêmio para ele. E ainda elogiou a atuação de Sam Riley. Mas sabe, tem muita coisa no mundo que eu realmente não entendo. Inclusive o fato de Ian Curtis ter escolhido morrer na véspera da viagem de sua primeira turnê na América.
Quem entende?
Mas, eu posso estar totalmente enganada a respeito do que escrevi sobre este filme, porque o pessoal do Festtival de Cannes 2007 deu até prêmio para ele. E ainda elogiou a atuação de Sam Riley. Mas sabe, tem muita coisa no mundo que eu realmente não entendo. Inclusive o fato de Ian Curtis ter escolhido morrer na véspera da viagem de sua primeira turnê na América.
Quem entende?