sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Canada

Ano passado o Canada recebeu 13 indicaçoes e trouxe uma estatueta, a de melhor roteiro original de Diablo Cody, de Juno. Foi um grande ano para o cinema canadense, com Juno entre os finalistas de melhor filme e o diretor Jason Reitman, filho de Ivan Reitman (Os Caça-Fantasmas), também indicado na sua categoria aos 26 anos, além de mais quatro indicaçoes para Longe Dela, de Sarah Poley, a maior bilheteria canadense do ano passado, e indicaçao dupla na categoria curta de animaçao.

Diablo Cody é de Halifax, Reitman, de Montréal, Sarah Poley de Toronto.

Esse ano o Canada esta representado em apenas uma categoria, melhor figurino, na qual Jaqueline West criou o vestuario de O Curioso Caso de Benjamin Button, filme alias rodado em Montréal. É a favorita. Ela desenha roupas para uma marca famosa em Montréal, especializada em couro, que comemora 85 anos em 2009. Todas as roupas usadas por Brad Pitt nos 80 anos que a historia atravessa foram inspirados nos modelos originais, em especial a jaqueta de couro usada na cena da moto, com Cate Blanchett na garupa.

A marca também forneceu roupas para The Dark Knight.
A lista dos vencedores, pelo The New York Times:

Slumdog Millionaire
Danny Boyle
Michey Rourke
Kate Winslet
Heath Ledger
Viola Davis

Direçao de arte: Benjamin Button
Fotografia: Slumdog Millionaire
Roteiro adaptado: Slumdog Millionaire
Roteiro original: Wall-E
Animaçao: Wall-E
Filme estrangeiro: Valsa com Bashir

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Bilheteria fraca

O Oscar desse ano está sendo acusado de ser ruim (novidade...) porque os filmes concorrentes não deram bilheteria - como se o Oscar precisasse de motivo para ser ruim.

Não é nada disso. A Lista de Schindler (US$ 54 milhões) e Menina de Ouro (US$ 56 milhões) foram os filmes com menor bilheteria a ganhar a estatueta nas últimas duas décadas e a cerimônia não foi chata por conta disso.

Esse ano, os montantes estão por enquanto nessa base:

Benjamin Button: US$ 122 milhões
Slumdog Millionaire: US$ 88 milhões
Milk: US$ 26,7 milhões
O Leitor: US$ 19,6 milhões
Frost/Nixon: US$ 16,6 milhões

Com a vitória, Slumdog Millionaire passará fácil a marca dos US$ 100 milhões.

O Oscar de Marlon Brando

Quando venceu o Oscar de melhor ator por O Poderoso Chefão, Marlon Brando não só não compareceu para receber a estatueta como mandou uma índia em seu lugar para fazer o discurso.

O vídeo está disponível no Youtube aqui.

Reparem nas caras de assustados de Liv Ulmann e Roger Moore, os anunciantes do prêmio.



Chato e horroroso

De Timothy Brayton, no blog Antagony & Ecstasy Fame

A Academia se esmera a cada ano para que o Oscar seja inteiramente chato, com os vencedores todos conhecidos de véspera, mas ela sempre acha um jeito de tornar tudo ainda mais chato e horroroso. Eu não me lembro de indicações tão frias desde 2002; O Leitor em particular, na minha insuficiente e humilde opinião, é o pior filme a ganhar uma indicação de melhor filme desde Chocolate. É coisa dos amigos de (Harvey) Weinstein...

Cinema de autor

Segundo David Carr em seu blog no The New York Times, fosse alguns anos antes, o Oscar para The Dark Knight estava no papo. Hoje, nem indicado foi para melhor filme.

Segundo o repórter, desde a metade dos anos 90 Hollywood vem se internacionalizando, o número de votantes para o Oscar explodiu, alcançando tudo quanto é parte do mundo. Saiu da Califórnia. Daí tantos indicados "diferentes".

Para o repórter, Oscar agora também é sinômino de cinema de autor, tanto quanto os principais festivais europeus, Cannes e Veneza.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Bolão do Oscar

Vamos às regras:

- Deverão ser votadas todas as categorias, exceto os curtas-metragens;
- Cada usuário terá direito a apenas uma aposta;
- Os posts deverão ser assinados, para que anônimos não zoneiem;
- A votação vai até domingo meio-dia.


O vencedor ganhará o grande prêmio de ser coroado virtualmente o maior chutador do Oscar do Cine Players! :))))

Um, dois, três, já!

Oscar 2009: Animação, Direção de Arte e Efeitos visuais

Continuando com as análises:

Animação
WALL-E seria a barbada da noite, mais que Heath Ledger em ator coadjuvante, mas... Kung Fu Panda ganhou o Annie, o principal prêmio da categoria. Eu tenho a mais absoluta certeza que os votantes do Annie usaram drogas antes de votar, porque WALL-E é anos-luz superior à animação da DreamWorks, em todos os aspectos: roteiro, contribuição artística, mensagem, parte técnica, tudo, ainda que Kung Fu Panda seja um bom filme.

Já o terceiro candidato, o simpático e razoável Bolt - Supercão, é o filme que não deveria constar na lista, simplesmente porque existe um tal de Valsa com Bashir, que se não for o melhor filme de todo o Oscar, está lá nas cabeças. Mais uma das coisas da Academia que não entendemos.


Direção de Arte
Talvez a categoria mais díspare de todas, com todos os candidatos com altíssimo grau de excelência e completamente diferentes entre si. Quem vai ganhar é O Curioso Caso de Benjamin Button, uma das poucas estatuetas que vai levar para casa das 13 indicações. Vai ser até merecido, mas o que vai contar para os eleitores mesmo é que o filme vai levar tanta bomba nas demais categorias que o jeito vai ser premiar nestas categorias menores. A direção de arte de BB é correta, difícil  - cobre um vastíssimo período da história norte-americana -, bem competente e discreta, o que é difícil para um filme do tipo - os cenários nunca ficam maiores que a própria narrativa. Ponto pro filme.

Eu gosto muito também da direção de arte de Foi Apenas um Sonho, com a casa dos Wheeler representando bem o estado de espírito de seus donos, e se desmantelando com o tempo. A de Batman - O Cavaleiro das Trevas, é aquela coisa novo-rico, exuberante, um pouco over, naquela velha tática de encher os olhos do espectador. Eu gosto, mas muita gente deve torcer o nariz. Em A Duquesa, os cenários, como em qualquer filme histórico, são grandiosos, imponentes, lindos, mas é a versão oposta de BB - brigam com a narrativa pela atenção do espectador. E A Troca começa com uma direção de arte bem impressionante, principalmente com a reconstituição da central telefônica dos anos 20, mas o filme se perde tanto depois que até mesmo a parte estética é meio deixada de lado. Uma pena.


Efeitos Visuais
Uma boa briga se dará nessa categoria: enquanto Homem de Ferro é apenas coadjuvante, O Cavaleiro das Trevas e Benjamin Button brigarão voto a voto pela estatueta. BB tem uma leve vantagem por incorporar os efeitos na narrativa, quando é fator decisivo no rejuvenescimento do personagem principal interpretado por Brad Pitt - e por isso mesmo o meu voto seria dele. Já TDK é aquela perfeição tecnológica de encher os olhos que todo mundo sabe. Só quem viver verá! :)

No próximo post, a abertura do bolão!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Oscar 2009: Atriz e Atriz Coadjuvante

Ah, eu sei que comecei a fazer as análises e que nunca mais atualizei, mas é que eu ainda preciso ver muitos dos filmes (e nem sei se vai dar tempo!). Enquanto isso, vou continuar com as categorias que já vi todos os candidatos.

Melhor Atriz
Em um ano fraquíssimo de atrizes principais, destaca-se Melissa Leo (de Rio Congelado, que estréia essa semana) em um filme pequenino, que pouca gente provavelmente viu ou verá. É uma atriz madura, segura e muito competente - quem já viu '21 Gramas' sabe do que estou falando. Sua maior concorrente no quesito qualidade seria a fofuxa Sally Hawkins, um primor de composição de personagem em Simplesmente Feliz, mas por uma dessas anomalias da Academia ficou de fora da disputa.

As outras quatro atrizes indicadas são trabalhos problemáticos. Meryl Streep, talvez a maior atriz de todos os tempos, comanda Dúvida com firmeza, mas a personagem em si não exige maiores habilidades - e não mão da Meryl então, é sopinha de batata. Angelina Jolie faz um trabalho decente em A Troca, mas o filme é uma bagunça em se tratando de roteiro e não consegue fazê-la se sobressair - além do mais, a Sra. Pitt ainda não consegue se desenvencilhar da persona de estrela. E a gracinha da Anne Hathaway ganhou uma digna indicação, mas não é tanto a ponto de ganhar.

Quanto a Kate Winslet, que vai ganhar a categoria, digo que é uma lástima que ela ganhe por O Leitor - muito mais digno seria por Foi Apenas um Sonho, um trabalho bem superior. Primeiro, porque o filme não presta. Segundo, porque ela não está em seus melhores momentos, bastante irregular em um papel muito mal construído. O Leitor é um dos piores papéis da carreira dela, mas... vai que o Oscar é teu, Winslet.


Melhor Atriz Coadjuvante
Como já vem acontecendo há alguns anos, a categoria de melhor atriz coadjuvante é a mais disputada e mais indefinida. Quem diria que ano passado Tilda Swinton ia ganhar? Eu, né... haha. Este ano quem mais está inclinada ao fato é a espanhola Penélope Cruz. Eu tinha muitas, mas muitas restrições à essa moça, mas ela vem melhorando bastante, e desde que fez 'Volver', parece que botou a carreira nos trilhos. Em Vicky Cristina Barcelona, ela definitivamente rouba a cena e consegue expressar o turbilhão que se passa dentro da personagem - e como não rir dos ataques bilíngues?

A minha torcida, entretanto, vai para Viola Davis, por Dúvida. O trabalho dela é comovente nos poucos minutos em que aparece em cena, e ela simplesmente engole Meryl Streep em cena -  e isso, meus caros, quase ninguém conseguiu nos últimos 30 anos. É de partir o coração.

As outras três candidatas são regulares, apenas. Amy Adams (também de Dúvida), outro xuxuzinho, tem talento de sobra (quem viu 'Junebug' e 'Encantada', trabalhos completamente distintos, sabe do que estou falando), mas seu papel é meio ingrato - ficar conscientemente à sombra de Streep é foda. Taraji P. Henson (O Curioso Caso de Benjamin Button) está competente no papel da mãe adotiva do protagonista, mas ela mesmo já fez muito melhor em 'Ritmo de um Sonho'. E Marisa Tomei é um caso à parte. Após ganhar uma estatueta muito contestada em 'Meu Primo Vinny', ela está até hoje por aí tentando provar ser boa atriz - e ela é, tanto em dramas como em comédias. O papel de stripper em O Lutador é até razoável, exige uma certa ousadia, como ficar seminua - é assim que se escreve nas novas regras?), mas não chega ao nível de suas principais concorrentes.


Bom, retorno muito brevemente para comentar animação, direção de arte e efeitos visuais. E o bolão eu abro ainda essa semana. Fui!

sábado, 24 de janeiro de 2009

Oscar 2009: Maquiagem

Então pessoal, começo agora a análise (bem informal e pessoal) das categorias do Oscar 2009. A primeira a ser revista é melhor maquiagem.

A primeira coisa que se percebe é que os finalistas são, no mínimo, não-usuais, pela relação bastante próxima com a computação gráfica. Até onde é maquiagem "real" e quando começam os efeitos por computador? Uma questão complexa que começou em outra categoria - a de atuação - quando Gollum/Smeagol surgiu em O Senhor dos Anéis.

A categoria deixou de fora o que seria o talvez o favorito prévio, Sinédoque, Nova Iorque, do Charlie Kaufman - a melhor coisa do filme, diga-se de passagem. Também ficou de fora a seqüência do Crônicas de Nárnia - o primeiro foi o vencedor da categoria. Nada estranho para um prêmio que louva o sucesso comercial de seus filmes.

 Dos finalistas, o favorito é o mais polêmico: O Curioso Caso de Benjamin Button. Todo o trabalho de envelhecimento / rejuvenescimento do personagem do Brad Pitt é louvável (e da Cate Blanchett também), mas dá para perceber que há muito CGI por trás daquilo ali. A maquiagem de Batman - O Cavaleiro das Trevas é suportada principalmente no modelo icônico que se criou ao redor do já mítico Coringa do Heath Ledger. Um trabalho marcante, mas não existe uma complexidade maior na criação de próteses e afins.

Quanto a Hellboy II - O Exército Dourado (um filme que talvez merecesse maior atenção da Academia na parte técnica - principalmente em edição de som), é o candidato dito mais "tradicional" - vários personagens da trama precisam da maquiagem para "viver" na tela, em trabalhos complexos e bem-finalizados - e se há CGI ali, é um ou outro retoque, nunca o suporte. O meu Oscar iria pra ele.






segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Vencedores do Bolão GG

TRÊS leitores empataram em primeiro lugar nas apostas para o Globo de Ouro, com 8 acertos cada: Felipe Sass, Léo Félix e Vanildo Junior. O editor que vos fala, pé-frio como sempre, acertou 7, uma boa média, vá-lá.

Agora é aguardar o Oscar!
Boa noite, dudes.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Pra não dizer que não falei das flores!

E agora, as hotties!! Ulalá!
Kate Beckinsale + Sandra Bullock + Anne Hathaway + Angelina Jolie (com Pitt a tiracolo).


Chega!!!

Encerramos nossa cobertura fashion freak de hoje com Sigourney Weaver e sua camisola. No próximo post, finalmente: as hotties!!!!

Como desgraça pouca é bobagem..

Até Maggie Gyllenhaal dançou dessa vez. Que tal o modelito oncinha-pintada-de-guache-azul?

Outro ícone fashion dá as caras


Laura Dern, óbvio. Não sei o que é pior, o vestido ou a cara alegre dela.


Jennifer Lopez

Essa é hors concours da breguice. Repara.

Eu juro

Eu juro que quero parar de mostrar essas bizarrices e ir logo pras hotties, mas tá difícil. Como não mostrar essa "coisa" pendurada no vestido da Eva Mendes????

Opa, opa

Um correspondente meu em Los Angeles acabou de me confidenciar que, além dos roteiristas e tal, também os cabeleireiros estavam querendo entrar em greve. Estavam, porque, pelo jeito, devem ter feito uma paralização hoje. Só assim para explicar o cabelo de Drew Barrymore e da Diaz.
"Laquê, fofo!"

Cameron Diaz


O vestido é lindo e é a cara dela... mas.... falando em cara, parece que ela se esqueceu de se pentear, não?

!!!!!!!!

Meoooooooooooo! Meoooooooooooo!
O que é isso?????? É um urubu? É uma zumbi? É a Elvira, a Rainha das Trevas?????
Nãooooooo, é a Renee Zellweger! Regina Duarte deve estar gritando: Eu tenho meeeeeeeedo!

Então...

Quando a gente pensava que ninguém superaria a Glenn Close em seu modelito capinha-de-botijão-de-gás, surge uma concorrente à altura, e e-xa-ta-men-te no mesmo tipo de fantasia.
America Ferrera, a Betty a Feia em pessoa, deve estar pensando assim: minha capinha-de-botijão-de-gás é clássica, a de Close é uma capinha rococó.

Se nosso bolão valesse alguma coisa...

... os prêmios iriam para:

Filme drama: Benjamin Button
Filme comédia: Simplesmente Feliz
Ator drama: Mickey Rourke
Atriz drama: Meryl Streep
Ator comédia: Brendan Gleeson
Atriz comédia: Sally Hawkins
Ator coadj: Heath Ledger
Atriz coadj: Penélope Cruz
Diretor: Danny Boyle
Roteiro: Benjamin Button
Canção: O Lutador
Trilha: Benjamin Button
Filme estrangeiro: Valsa com Bashir
Animação: WALL-E (o único que recebeu TODOS os votos)

Taraji P. Henson

A moça, talentosa em frente às câmeras, não tem a mesma habilidade com o guarda-roupas. Afinal, vestir-se de trapos não dá!


Eu juro que estou tentando descobrir as fontes de elegância do GG 2009, mas tá difícil. Quem mais chegou perto até agora foi a Kristin Scott Thomas, mas nada ainda comparável de um post neste digníssimo blog.

Mais bizarrices

Gente, e a Amy Adams que encarou um figurino 'atoladinha-na-lama'. 


O pior é a outra pessoa, que eu não faço a menor idéia de quem seja: acho que a ilustre desconhecida esqueceu que a festa é o Globo de Ouro e não o Arraiá do Juquinha. Vejam e se espantem!

Tapete Vermelho

Eu não ia fazer a "cobertura" do tapete vermelho não, mas quando vi a Glenn Close, não resisti.

Parece ou não parece aquelas capas de botijão de gás????

Enquanto dou uma respirada...

... no filme que estou vendo, Polaróides Urbanas (já assisti hoje ao terrível O Olho do Mal), deparei-me com uma boa matéria sobre o Globo de Ouro e o Oscar na Folha On Line, de autoria de Leonardo Cruz, da Folha de S. Paulo. 

Ainda que cometa um erro no final, ao dizer que jamais uma animação foi finalista ao Oscar de melhor filme (ele deve ter se esquecido de A Bela e a Fera), a matéria é interessante a partir do momento em que levanta dados estatísticos a respeito de prováveis indicados ao prêmio da Academia.

Para quem quiser conferir, clique aqui.

Bolão Globo de Ouro

Os usuários pediram um bolão, então ele vai ser feito por aqui.
Cada um poste suas apostas (não vale postar mais de um por categoria, hein!?) e, ao final, vamos ver quem acertou mais!

Não vai valer prêmio nenhum, não, é só pra nos divertimos.

Va-len-do! 

Cobertura

Só avisando que eu estarei online cobrindo o Globo de Ouro hoje, em tempo real, no twitter.
O endereço é www.twitter.com/cineplayers

Apostas para o Globo de Ouro hoje!

Então povo, nada melhor que reviver mais uma vez esse espaço em época de premiação. Hoje a noite acontece a edição deste ano do Globo de Ouro, após o fiasco do ano passado - vocês se lembram que os vencedores foram anunciados em uma coletiva de imprensa, e não teve festa por conta da greve dos roteiristas?

Acontece que esse ano a coisa tá embolada. Não há um favorito em absolutamente nada - ok, WALL-E em animação é exceção -, e as estatuetas entregues hoje serão um grande indicativo para as nomeações ao Oscar, que acontecerão em breve.

Infelizmente, como em todos os anos, nós brasileiros ainda não pudemos conferir grande parte dos filmes, que só agora estão começando a chegar aos cinemas (exceto os downloaders, claro). A Troca, do Eastwood, chegou sexta-feira, Benjamin Button chega semana que vem, Austrália na outra semana, e por aí vai.

Entretanto, podemos fazer um exercício-mãe-Dinah e tentar prever os vencedores. Vamos lá:

Melhor filme drama: eu apostaria em Slumdog Millionaire. O filme do Danny Boyle é o maior vencedor da temporada até agora, prova mais uma vez que o hype de Toronto é o maior da atualidade. Eu, infelizmente, não vi nenhum dos nomeados.

Melhor filme comédia ou musical: vi todos os indicados na tela grande e posso dizer que, sem sombra de dúvida, o melhor é o Simplesmente Feliz. A notícia não-feliz é que o prêmio vai para Mamma Mia!, o pior de todos. 

Melhor ator dramático: novamente, não vi nenhuma das atuações. Deve ganhar o Sean Penn pelo desempenho de Harvey Milk, mas... eu adoraria ver o circo pegar fogo com a vitória de Mickey 'O Lutador' Rourke. E eu a-do-ra-ria que ele recebesse a estatueta com aquele chihuahua de estimação no colo. 

Melhor atriz dramática: vai ganhar a Anne Hathaway por O Casamento de Rachel. Eu vi o filme no Festival do Rio, e é um bom filme, e um bom desempenha da princesa. Mas não é para tanto - o hype é forçado. Estou muito curioso a respeito do Foi Apenas um Sonho, principalmente por causa da Winslet, mas o filme não foi bem-recebido criticamente. E jamais podemos subestimar o poderio de Meryl Streep em Dúvida, no considerado melhor papel de sua carreira em anos. Vida longa à rainha.

Melhor ator cômico: não assisti o Dustin Hoffman apenas, e digo que se o mundo for justo quem leva é Brendan Gleeson em Na Mira do Chefe. Ele está incrivelmente engraçado, mas... quem deve acabar levando pra casa o prêmio é seu mais famoso parceiro em cena, Colin Farrell, que também está bacana no filme.

Melhor atriz cômica: o prêmio é de Sally Hawkins e ninguém tasca! E tenho dito.

Melhor ator coadjuvante: Philip Seymour Hoffman é o único dos candidatos que ainda não pude conferir, e numa categoria tão fraca (daonde desencavaram Tom Cruise e Ralph Fiennes??), o prêmio é de Ledger, nosso imortal Coringa.

Melhor atriz coadjuvante: como no ano passado, a categoria mais disputada. Será que vamos ter uma surpresa e Penélope Cruz não irá levar? Talvez só Amy Adams não esteja na disputa. Veremos hoje a noite.

Melhor diretor: em anos em que a disputa é apertada, é notório que o Globo de Ouro divida o prêmio de direção e filme dramático. Como Danny Boyle vai levar pra casa o prêmio de filme dramático, David Fincher levará o seu como diretor. E alguns amigos lá nos States já me confidenciaram que Ron Howard pode levar. Já pensou?

Melhor roteiro: eu diria que Simon Beaufoy já pode preparar o discurso. Slumdog na cabeça.

Canção original: Springsteen, quinze anos depois de Streets of Philadelphia, levará pra casa o prêmio. A canção é linda, e não há concorrentes à altura.

Melhor trilha: eu ainda não pude ouvir a de Defiance. Gosto muitão do conceito da trilha de Slumdog (já disse para um amigo DJ pegar e remixar, iria bombar nas pistas), mas torço muito-muito para meu compositor favorito de sempre, Alexandre Desplat, que novamente arrebenta na trilha de Benjamin Button.

Animação: vida longa à Pixar.

Filme estrangeiro: briga das boas - Gomorra x Valsa com Bashir. Ou um terceiro entrando com a divisão de votos. Gomorra é um bom filme, mas bem abaixo do que o hype está tentando fazer com o filme. Valsa com Bashir eu ainda não vi, mas a despeito de seu conceito originalíssimo, muitas pessoas não gostaram quando o filme passou no Festival do Rio. 

E então, quais são as apostas de vocês?

sábado, 11 de outubro de 2008

Top 10 do Festival

Dentre os 45 longas-metragens que vi, eis os melhores:

#10: De Repente, o Inverno Passado
#9: Romance
#8: Feliz Natal
#7: O Visitante
#6: A Mulher Sem Cabeça
#5: Apenas o Fim
#4: O Silêncio de Lorna
#3: O Casamento de Rachel
#2: Happy-Go-Lucky
#1: O Homem que Engarrafava Nuvens

Dentre os curtas, o melhor foi Café com Leite, indiscutivelmente. Mas merece menção Trópico das Cabras, Depois das Nove, Cotidiano, Blackout e Maridos, Amantes e Pisantes.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Nasce uma estrela

Vcs sabiam que a nossa Geo Euzebio apareceu em destaque em um dos clipes que foram apresentados na cerimônia de premiação do Festival? heheeh

Já está até dando autógrafos na rua...

Acabou!!!!

É, acabou. Agora só ano que vem. Se bem que ainda tem Maratona hoje (acho que irei!) e repescagem semana que vem. Mas oficialmente acabou mesmo. Todos os detalhes (quase todos né, porque eu tinha redigido um texto beeeem mais completo mas a droga do meu navegador fez questão de sumir com meu texto no último parágrafo) estão lá no site. As fotos eu ainda terei que dispinibilizar no flickr.

Quanto à premiação, achei estranho, muito estranho. Não estou contestando o júri nem nada (quem sou eu pra fazer isso? - por sinal, nem vi o Se Nada Mais Der Certo), mas ninguém com quem eu conversei, inclusive a Geo, gostou do filme, ainda que todos tenham dito que a mulher que ganhou melhor atriz realmente está espetacular, a melhor coisa do longa. 

Eu não gostei do A Festa da Menina Morta, do Nachtergaele, e o prêmio de direção foi mais pela persona do que pelo trabalho. A premiação do Daniel de Oliveira idem, afinal só pq o cara fica nu em cena e dá gritinhos efeminados é digno de prêmio?
Blackout é outro que não curti ser premiado. É bom, mas tinham outros bem melhores, como o Café com Leite, do Daniel Ribeiro, o Depois das Nove, do Allan Ribeiro e o Cotidiano, de Joana Mariani. Mas é do Daniel Rezende, com Wagner Moura no elenco e, ainda por cima, com todo o aparato da "indústria" por trás. Vale por ser em um único plano-seqüência. 

Ao final eu, a Geozébio e o Cinco, marido de Geo e nosso fotógrafo, saímos para bebemorar pela Lapa e acabamos expulsos de um videokê às 4 da manhã. Até!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Responda ao guru!

Longa de Ficção
Quem ganha: Verônica
Pra quem eu torço: Feliz Natal
Quem não deveria ganhar: Rinha

Longa Doc
Quem ganha: Loki - Arnaldo Baptista
Pra quem eu torço: O Homem que Engarrafava Nuvens, mas ele não está na competição...
Quem não deveria ganhar: Contratempo

Curta-Metragem:
Quem ganha: Cotidiano
Pra quem eu torço: Café com Leite
Quem não deveria ganhar: Se Não Fosse o Onofre...

Direção
Quem ganha: Domingos de Oliveira
Pra quem eu torço: Selton Mello e Matheus Nachtergaele
Quem não deveria ganhar: todos os demais

Melhor Ator
Quem ganha: Leonardo Medeiros, se o mundo fosse um lugar justo.
Pra quem eu torço: Leonardo Medeiros
Quem não deveria ganhar: Daniel de Oliveira

Melhor Atriz
Quem ganha: Andréa Beltrão
Pra quem eu torço: Darlene Glória, a verdadeira glória do cineasta...
Quem não deveria ganhar: todas as demais

Prêmio Especial do Júri
Quem ganha: Apenas o fim (com o pesar de nao ter visto, todos disseram que é muito bom)
Pra quem eu torço: A Festa da Menina Morta
Quem não deveria ganhar: todos os demais.

Quem vai ganhar?

Hoje saem os vencedores do Festival do Rio, às 21 horas. Vamos às apostas:

Longa de Ficção
Quem ganha: Feliz Natal
Pra quem eu torço: Apenas o Fim
Quem não deveria ganhar: Todos os demais.

Longa Doc
Quem ganha: Loki - Arnaldo Baptista
Pra quem eu torço: Loki - Arnaldo Baptista
Quem não deveria ganhar: Contratempo

Curta-Metragem:
Quem ganha: Blackout
Pra quem eu torço: Café com Leite
Quem não deveria ganhar: La Dolorosa e Se Não Fosse o Onofre...

Direção
Quem ganha: Domingos de Oliveira
Pra quem eu torço: Selton Mello
Quem não deveria ganhar: Domingos de Oliveira e todos os demais

Melhor Ator
Quem ganha: Daniel de Oliveira
Pra quem eu torço: Leonardo Medeiros
Quem não deveria ganhar: Os protagonistas de Juventude

Melhor Atriz
Quem ganha: Andréa Beltrão
Pra quem eu torço: Darlene Glória
Quem não deveria ganhar: Érika Mader

Prêmio Especial do Júri
Quem ganha: A Festa da Menina Morta
Pra quem eu torço: Feliz Natal
Quem não deveria ganhar: todos os demais.

Como diria a Geo, Malafatus, o Guru. hahaa. Mas não sou bom nessas coisas...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Considerações

Sim, considerações. Quase finais, porque o festival está quase no fim. Três semanas de correria entre Cais do Porto, Botafogo e Cinelândia (porque o resto a gente abstrai). O esgotamento físico e mental é percebível, é só olhar pra minha cara.

Enfim, não foi o festival dos sonhos. Primeiro, porque os filmes foram ruins (a grande parte deles). Não acho que seja culpa da curadoria, mas sim da safra mesmo. Tá certo que ainda tem algumas coisas pela frente, hoje mesmo vamos assistir a O Silêncio de Lorna (os Dardenne são imbatíveis), o Guerra sem Cortes, Paris e Velha Juventude. Mas mesmo assim, foi complicado.

Outra coisa que problematizou nossa participação foi que eu e a Geo quisemos fazer muito sem ter como. Queríamos estar em dois lugares ao mesmo tempo. No início deu certo, mas começamos a cansar e acabou que muitas das vezes não fizemos nem uma coisa nem outra. A estrutura que criamos pro Festival também deu muita dor de cabeça, às vezes chegávamos 2 horas da manhã em casa e tínhamos q ir escrever e atualizar. No início também deu certo, mas chegou em certo momento que o que a gente mais queria era dormir! 

Chegamos a conclusão que é impossível fazer algo da estrutura que propusemos apenas com duas pessoas. Ninguém aguenta. Colegas de outros sites fazem muito menos, apenas nos blogs e com poucas linhas sobre os filmes. Não é o que a gente queria nem quer para os próximos, mas teremos que arranjar soluções para que possamos aproveitar melhor os próprios filmes.

Digo isso porque antes mesmo do fim da primeira semana de festival a gente não via mais filmes. Eu fiquei três dias sem assistir um sequer, e nessa reta final foram 2 por dia no máximo. Porque festival não é só ir ao cinema: é entrevistar pessoas bacanas, é ir nas coletivas, é fazer novas amizades com pessoas do meio, e é colocar conteúdo no site. E não adianta forçar a barra porque se for pra dormir dentro da sessão, é melhor ficar em casa.

De qualquer forma, temos várias análises pela metade (hahaaha) que serão completadas depois, mesmo após o fim do festival. Há muita coisa para ser discutida ainda, comentada e analisada. 

E espero que a gente possa fazer melhor da próxima vez. 

domingo, 5 de outubro de 2008

Day off

Eu hoje tirei o dia de folga. Até queria ir pra sessões como de 'Choke' e de 'Crítico', mas minha cama hoje me segurou mais forte do que minha vontade de sair de casa em dia de chuva. Logo mais após o dia de ontem, que trabalhei como um condenado.

É bom dar uma descansada, até pq ainda faltam muitos dias de festival. Minha cabeça já estava dando tilt. Enquanto isso, a incansável Geo está à solta por aí. Essa é guerreira!

Pelo menos, assisti ao primeiro grande filme do festival ontem: O Homem que Engarrafava Nuvens. É incrível, tem uma montagem maravilhosa, sobre o Humberto Teixeira, o dr. do baião. O Lírio é o cara, prontofalei. Não percam de jeito nenhum - até pq deve estrear em breve no circuito.

Amanhã terei novidades. Fui!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Ranking da primeira semana

Sei que a Geo está escrevendo o dela, então vim dar uma rasteira! hehe

1. Happy-Go-Lucky
2. A Mulher Sem Cabeça
3. Feliz Natal
4. O Visitante
5. Gomorra
6. A Erva do Rato
7. Queime Depois de Ler
8. Sereia
9. Rocknrolla -A Grande Roubada
10. De Repente, O Inverno Passado

Listinha furreca essa minha hein? Só os quatro primeiros com nota acima de 6.0...

O Festival até aqui.

Gente, estamos no meio do Festival e chegou a hora de falar um pouquinho, dizer como as coisas têm ido e, principalmente, falar sobre os filmes.

Vou começar com as tristezas de, por exemplo, não ter conseguido ingresso para Vicky Cristina Barcelona, A Viagem do Balão Vermelho e nem A Fronteira da Alvorada, o novo de Garrel-pai com Garrel-filho. Em compensação o que a gente ganhou foi a cabertura de quase todas as noites de estréia de filmes nacionais: A Festa da Menina Morta, Feliz Natal (com crítica sendo preparada), Pan-Cinema Permanente, Última Parada 174. Legal demais poder pensar a produção nacional (pelo menos uma fatia dela) sendo exibida em conjunto, podendo comparar uns com os outros e torcer pelo futuro dos bons.

Bacana também têm sido exercitar o lado jornalista (no meu caso, mais o de fotojornalista) e entender como funcionam questões como pauta e ética da foto com flash (que como dizem os mais engraçados: foto com flash não favorece a beleza dos amigos) e aprendendo com tudo isso da maneira mais, é... embaraçosa é uma boa palavra. O bom é que chega o final do dia é você tem até coragem de chegar pra Alessandra Negrini e dizer 'oi'. Aliás, ela tá lá todo dia, que nem a gente.

Ah, aproveitando que falamos de gente que tá lá todo dia vou contar sobre uma possível pauta aqui do blog dos players: as figuras mais figuras deste festival, entre anônimos que adoram pegar carona na proximidade com os famosos para entregar um currículo ou vender um cd, ou aqueles lunáticos que como todo bom cinéfilo já perdeu muitos parafusos pelo chão do cinema.

E agora, for-fun, vamos rankear os filmes mais legais vistos até aqui?

geo euzebio says:
1. A Mulher Sem Cabeça
2. Feliz Natal
3. O Bom, o Mau e o Bizarro
4. Derek
5. Ano Unha

Menções honrosas à Sinédoque, Nova Iorque (Kaufman, beijomeliga pra gente conversar sobre a sua vida!!!1), A Erva do Rato (com Negrini bonita e corajosa e Selton Mello contido), Liverpool (por que chateou todo mundo, mas me fiz rir).

E agora a sessão beijinhos-da-xuxa para a Érika Liporaci, o Andy Malafatus e o Selton Mello.

E lá se foi mais um dia!

E não foi um dia qualquer. Foi talvez o dia mais estressante de todo o Festival. 

Acordei sabendo que ia entrevistar o Claude Miller sem ver o novo filme dele, Um Segredo (soube depois que teve cabine pela manhã, mas que ninguém ficou sabendo). Fui preparar o roteiro meio às cegas. Aí a Geo Euzebio se atrasa, e me deixa mais nervoso ainda - afinal, era a primeira entrevista da minha "carreira" face to face, a minha primeira entrevista internacional, a minha primeira entrevista em inglês, a minha primeira entrevista em inglês com um francês (MEDO!).

Bom, chegando ao pavilhão, soube que a organização teria como me disponibilizar uma cópia do filme para assistir, mas que minha entrevista seria jogada para frente. Aceitei, claro. Assisti ao filme (a Geo viu grande parte, mas precisou sair pra poder ir cobrir o Cine Encontro, uma espécie de coletiva aberta ao grande público, de Feliz Natal), e tive uns 5 minutos de intervalo para digerir o filme e falar com o cara. 

No início, putz, eu gaguejei tanto que cheguei a pedir ao tradutor que me traduzisse do português mesmo. Mas aí fui me acalmando e as coisas fluíram melhor. Mas não foi grandes coisas mesmo. Melhor sorte espero ter amanhã, com as entrevistas que tenho com a Fernanda Tornaghi & Ricardo Bruno, e com os italianos Luca Ragazzi & Gustav Hofer. O desconto é válido, afinal não sou jornalista.

Terminada as entrevistas, assisti lá pelo pavilhão mesmo o doc Rainhas, sobre o Miss Brasil Gay (o filme é o tema da entrevista com a Fernanda & Ricardo), e depois fui pro Palácio assistir ao divertidíssimo Happy-Go-Lucky, do Mike Leigh, finalmente um filme divertido a valer e, indiscutivelmente, o melhor de todo o festival (dos que eu tenha visto).

Que venha amanhã.


quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Feliz Natal!

Calma, ainda não pirei (mas chego lá). É o título do primeiro filme dirigido pelo Selton Mello. Bacana, bacana. Mas olha, o Palácio tinha 1 1/2 de sua lotação hoje. Euzinho, coitado de mim, tive que sentar no chão para assistir, assim como muita gente. A nossa Geo Euzebio, entretanto, sentou confortavelmente na poltrona - e melhor - ao lado do Rodrigo Santoro e do Marcelo Serrado. Tá toda boba por aqui. Haha. 

Aliás, nenhuma sessão deste ano teve tanto famoso! Os citados no post abaixo estavam lá (menos a Malu Mader, que não vi), o Matheus Nachtergaele, a Renata Sorrah (eu já dancei com ela uma vez, beijomeliga Renata!), o Danton Mello, a Narcisa Tamborindegui (sei lá como escreve), Lúcia Mauro, o Paulo Guarnieri, a Fabiula Nascimento (de Estômago), o Babu Santana, a Vanessa Giácomo, o Daniel de Oliveira, Dandara Guerra, Michel Melamed e muitos outros famosos (ou pseudo-famosos, caso queira).

Hoje eu tb assisti a Cantoras do Rádio. Na verdade, fui assistir a Pai Patrão, dos Taviani, mas eu detestei os primeiros minutos do filme e corri para outro cinema (a Geo viu tudinho, ela é corajosa meeeeesmo). Já Cantoras do Rádio foi a sessão mais divertida de todo o festival. Nunca vi o público interagir tanto com um filme. Ora cantava, ora aplaudia. Foi linda a sessão. E o filme é de uma ternura sem fim. 

Bom, agora vou trabalhar. Amanhã entrevisto o Claude Miller. Inté.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Enquete

Quem é o arroz-de-festa do Festival do Rio 2008:

a) Malu Mader
b) Maria Flor
c) Selton Mello
d) Alessandra Negrini
e) Todas as alternativas anteriores

Hora de dormir?

Olá pessoal, deixei esse blog um pouco desatualizado nos últimos dias pq realmente está faltando tempo. Fiquei alguns dias sem dormir (sim, sem dormir) e hoje acabei na cama o dia inteiro. Só agora à noite fui assistir a um dos filmes da Première Brasil, que por acaso é uma tristeza.

Aliás, que ano fraquíssimo. Nenhum filme realmente impressionou. O que gerou mais buxixo eu acabei não assistindo. É um western sul-coreano que, dizem, é engraçadíssimo. Se chama O Feio, O Sujo e o Bizarro. Se continuarem a falar dele como estão falando, vai acontecer o mesmo fenônemo que aconteceu com o O Hospedeiro, tb sul-coreano: ganhar distribuição nacional.

Enquanto isso, a gente torce que os filmes que ainda vêm sejam melhores. Pq já bateu um desânimo danado. 

Ah, ontem foi a coletiva do Última Parada 174 (eu finalmente assisti ao filme tb, antes da entrevista). Estranhei bastante a atitude defensiva do Bruno Barreto em relação a comparações com outros filmes de mesma temática. Também o achei deselegante em certo momento. Enfim, como eu tb não gostei do filme, que se &%#@$.

Fui.

**** Obrigado Érika pela correção!

domingo, 28 de setembro de 2008

Tá difícil

A programação do festival desse ano está cheia de pegadinhas. Alguns filmes passam, vão embora e a gente nem percebe. Hoje, por exemplo, não conseguimos ver o filme da Madonna porque a sessão lotou e os jornalistas, barrados. 

Eis que neste domingo acontece algo parecido. Um Conto de Natal vai passar no meio da tarde e, então, darei adeus a Rinha, um dos filmes da Premiere Brasil que eu mais aguardava. Como fui ver Sinédoque, perdi o brazuca, e depois de hoje não tem mais. Ô inferno.

É muito decepcionante perder filmes que estavam naquela sagrada listinha do "must see". E olha que estamos apenas no terceiro dia de festival.

Meninos, eu vi...

... e não gostei. O único filme que eu consegui assistir hoje (vocês viram o porquê, né?) foi Sinédoque, Nova Iorque. Sucintamente, Charlie Kaufman deveria ter continuado por trás das câmeras, porque o filme é de uma falta de controle criativo incrível. Ok, a gente já sabe que o cara é gênio, mas tem que botar rédeas no maluco senão ele explode o universo (é, eu sei que o Miike já fez isso...).

É uma lástima que Sinédoque (que nomezinho!) desande, porque é honesto e bem humano, mas vira um tour-de-force pro espectador que se depara com um filme cada vez mais pesado, amargo, difícil. Ao final, ninguém com quem eu tenha falado tinha gostado do filme. Era visível a cara de decepção do povo que LOTOU completamente o Palácio como eu nunca tinha visto antes.

Agora, uma constatação: há muito tempo que eu não via uma seleção de filmes tão pesada. É um filme-de-cortar-o-pulso atrás do outro. Sinceramente, espero que Mike Leigh e o seu Happy-Go-Lucky modifique isso, porque haja comprimido pra dor de cabeça.

Até mais.

sábado, 27 de setembro de 2008

Ah, não deixe de visitar

Agora a gente tem tb um álbum de fotos do Festival:


Visitem, comentem, etc.

Convite

Estamos indo assistir Sinédoque, Nova Iorque. Vamos?

1o. dia (pq haja criatividade pra titular esses posts!)

A chuva caiu forte e estragou a tarde de ontem para quem é feito de papel, como eu. Chuva, tô fora. Melhor ficar em casa do que sair, pegar um resfriado e ter que encerrar o festival mais cedo. Foi até bom pq dei uma adiantada em algumas coisas e bati um papo com uma colega húngara da imprensa estrangeira que está pelo Brasil e que vai cobrir o festival tb para uma revista européia - chique, não? O papo, que contou com a nossa ilustríssima Geo, rolou sobre Delta (já leram a crítica?), incesto, Oriente Médio, Goethe, Mephisto, Szabó e afins.

Terminada a sessão São Pedro, saímos para ir buscar as credenciais no centro da cidade. O pavilhão desse ano está incrível (ih, esqueci de tirar fotos, quando eu voltar lá na segunda prometo que tiro e mostro pra vcs), pena que é contra-mão e tenha uma decoração de gosto duvidoso.

Quanto aos filmes, daqueles cinco programados acabei vendo somente dois. Queime Depois de Ler, o novo dos Coen, é divertido, mas não sei se acrescenta algo à filmografia dos caras. É um filme de personagens - e os de JK Simmons e John Malkovich são os melhores. Já o Clooney achei bem apagadão e meio deslocado, enquanto Brad Pitt, afetadíssimo, rouba algumas cenas. E Tilda Swinton e Frances McDormand estão incríveis tb. Enfim, vale por todos. Como filme, tenho minhas reservas. A Geo vai escrever sobre ele.

Eu vou escrever sobre o segundo, o doc brazuca Pan-Cinema Permanente, uma homenagem do diretor Carlos Nader a seu falecido amigo, o poeta Waly Salomão. Agradou, e não só a mim, como a toda a platéia, que reagiu várias vezes. Pena que o Odeon estava meio vazio.

Sobre os famosos que a gente esbarrou, teve Giulia Gam, Malu Mader, Toni Belotto (escreve assim?) e o casseta Hubert.

(Momento constrangedor do dia: estava eu fotografando o Afro Reggae antes da sessão de Pan-cinema Permanente quando um sujeito me cumprimentou ao longe. Não fazia idéia de quem era, mas mesmo assim retribui o cumprimento. Logo após descobri que era o diretor do filme Pan-Cinema Permanente! ¬¬ ).

Bom, fico por aqui porque hoje é dia de surpresas no site. É dia tb de Sinédoque, Nova Iorque e A Fronteira da Alvorada.  -- Feios e Sujos, filme da Madonna, foi impossível de conciliar e não vai dar pra ver mais... só quando sair no Brasil agora.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Agora começou de verdade

Pessoas, hoje começou o Festival de Rio pra valer. Com a exibição de gala de Última Parada 174, o pontapé está dado. Eu até ia dar uma passada lá, mas como as credenciais ainda não foram entregues, fiquei com medo de não conseguir entrar. Aproveitei pra dar uma adiantada (????) nas coisas por aqui - se perceberem, já postamos as cinco primeiras críticas.

Por falar em trabalho, são cinco horas da manhã nesse momento. E ainda não fui dormir. Vou aproveitar que agora dei um stop definitivo, vou fazer a minha programação de amanhã. Já retorno...

...

Estação Vivo Gávea.... humm... não! Gávea é longe.

...

Estação Botafogo... ok ok! Tem Eu Sou porque nós Somos... humm.. não! O Denunciante, também não... O Visitante, já vi. Ahhh, tem Raquela... putz! A sessão é quase meia-noite. Vou pensar. No outro Botafogo tem Confidencial, Om Shanti Om e As Águas de Katrina. NO WAY! No Espaço de Cinema têm filmes ou que já assisti ou que não interessam. Vamos pra outro bairro.

...

Cinelândia. Pertinho de casa. Vamos ver. As sessões começam tarde. Sentidos a flor da pele, não. Queime Depois de Ler. Quero! Mas... vai ser um problema pra entrar. Vai botar gente pelo bueiro. Pan-cinema Permanente. É sessão de gala, com Afro Reggae batucando e tudo. Pronto, esse tá marcado (ihhh, acabei de lembrar que tenho que postar essa notícia...)

Então marca aí comigo: 22:30 Pan-cinema Permanente (a Raquela dançou)

Continuando na Cinelândia, Palácio (vocês devem ter lido por aqui mesmo que vai fechar, então tenho que ir muito pra me despedir). Opa, tem Última Parada 174. Vou marcar. A Guerra dos Rocha aparece logo depois. Pode ser um tapa buraco.

Agenda atualizada:
17:30 - Última Parada 174
20:15 - A Guerra dos Rocha (talvez)
22:30 - Pan-cinema Permanente (e o Afro Reggae)

Continuando no Palácio, agora na outra sala. Maior, mais forte, mais rápido... não mesmo. Ih, tem Living End. Vou ter que perder. Quem sabe outro dia...

Ainda na Cinelândia, vamos ver agora o CCJF. Dois docs sobre a questão do Oriente Médio. Vou marcar. Eu sempre começo mesmo oficialmente meu festival com docs. É sempre assim.

Atualizando:
14:00 - Dupla Exposição (o sono tá batendo, ia escrever Dupla Aquisição hahaha)
15:15 - Depois da Queda de Bagdá
17:30 - Última Parada 174
20:15 - A Guerra dos Rocha (isso tá aqui ainda?)
22:30 - Pan-cinema Permanente

Ai, acabou de dar vontade de ir tentar ver o filme dos Coen. Que horas é mesmo? Peraí... 20h15! Ahhhhhhh, vale a pena tentar!

14:00 - Dupla Exposição
15:15 - Depois da Queda de Bagdá
17:30 - Última Parada 174
20:15 - Queime Depois de Ler
22:30 - Pan-cinema Permanente

Continuando: Leblon, longe. Barra... hahahaha... uma viagem. Copacabana, preguiça.

É, já tenho minha programação pra amanhã. Ihhhhh, lembrei que tenho que ir no cais do porto pegar a credencial. Melhor eu ir dormir. Tchau.


Ok, eu não esqueci da notícia que tenho que postar. Blé pra você.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Ontem

É, como a Geo disse no post dela, A Mulher sem Cabeça foi realmente o melhor filme dessa fase pré-festival. Eu estava receoso com a má recepção do filme em Cannes, mas a mulher sabe o que faz.

Quanto ao filme do Lisandro Alonso, chato chato chato. Mas tem gente dizendo que é a última cocada do universo. Ok, então tá. 

Eu não vi o Última Parada 174, estava com febre, mas vi o Inútil, do Jia Zhang Ke. Eu achei que o Jia foi meio covarde no filme, fugindo daquilo que seria o essencial dentro do tema que ele se propõe a falar. Mas vou ficar por aqui pq vou escrever mais a respeito na análise.

Até a volta, com muitas surpresas! :)

A fase pré-festival terminou!

Então amigos, a fase pré-festival chegou ao fim ontem, com as últimas e melhores cabines até aqui.

Logo pela manhã aconteceu a sessão para jornalistas de Última Parada 174, o tal filme nacional escolhido como representante brasileiro no Oscar e sobre o qual pouco se sabia. Roteirizado por Bráulio Mantovani, o filme cria um entorno fictício para a vida de Sandro, cujo desfecho foi assistido ao vivo em rede nacional. Utilizando os chamados não-atores, o filme ganha credibilidade pelas atuações, pelo roteiro bem costurado e pela fotografia de Antoine Heberlé. E como disse anteriormente, é um filme do qual se sai com os sapatos pesados, e isso não é uma metáfora simples: depois de sair da sala, levei uns 20 minutos pra atravessar andando um único quarteirão. E mais não direi, já que a crítica está sendo preparada com todo carinho e estará no ar em breve.

Para não dizer que não reclamamos de nada, tivemos também a sessão de Liverpool, do - como diz o Andy - novo queridinho latino, Lisandro Alonso. Com planos longuíssimos e uma história que praticamente nos é explicada em apenas dois momentos, a fotografia acaba sendo o mais interessante. No final, Alonso ri da nossa cara, mas sinceramente, eu ri de mim e dele, e isso foi o mais bacana do filme todo.

E fechando o dia, A Mulher sem Cabeça da argentina Lucrecia Martel foi até agora meu filme predileto, de um psicologismo intenso e intricando, e demonstrado toda a segurança da diretora... mas também não estragarei as surpresas. Guardemos para a crítica.

Hoje, enfim, é a noite de abertura oficial, com a sessão de 174. Estaremos lá, colados.
Amanhã diremos como tudo se passou!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O retorno dos que não foram

Então, ontem a gente não foi às cabines. Primeiro, estamos cansados. Segundo, temos coisas pra caramba pra fazer até o início do Festival em si, na próxima quinta-feira. Por último, a seleção desse ano - pelo menos os filmes que estão passando nas cabines - está fraquíssima. 

Amanhã a coisa deve - por favor! - mudar. Tem Jia Zhang Ke, Lucrecia Martel, Lisandro Alonso (o novo queridinho latino) e o Última Parada 174, nosso escolhido ao Oscar (que ninguém viu ainda...).

Hoje vimos só dois: Noites de Tormenta (uma tormenta para o espectador, ô filminho ruim) e Sereia, divertido, criativo mas não é ainda algo que a gente possa chamar de "belo filme". O terceiro da noite seria Soi Cowboy, mas desistimos com meia-hora de projeção. Não estou com saco pra ver filme ruim mais.

Bom, vou ser curtinho porque tenho muita coisa pra preparar até quinta-feira, quando o filme do Bruno Barreto estréia e o festival começa realmente.

Inté.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Dia estranho de gente esquisita!

Putz, eu já tinha terminado o post quando o notebook deu pau e travou e perdi o texto. Holy shit! Vamos lá de novo... e em versão redux.

Hoje tivemos os filmes mais outsiders de até então. Desde irmã Dorothy, passando pelos bilaus do Derek Jarman e de um romeno, até terminarmos em casamento gay. 

O filme sobre a morte da freira na Amazônia, Mataram a Irmã Dorothy, a gente não foi ver. Não que a gente não quisesse (ok, a gente queria, mas não muuuuito), mas tínhamos textos para finalizar. Além do mais, Rio de Janeiro em pleno domingo chuvoso não anima  muito. Quem viu disse que é bacaninha e tal (nada me tira da cabeça que deve ser sensacionalista à beça), ainda que sem impacto para nós, brasileiros, que já conhecemos a história.

Chegamos para ver o segundo da noite, Derek, documentário sobre o famoso cineasta-pintor Derek Jarman, que é um dos homenageados desse ano com toda uma mostra. Jarman, falecido em meados da década de 90 em decorrência da AIDS, ganhou um bonito retrato por parte de sua musa, Tilda Swinton. Eu vou escrever uma resenha exclusiva pro filme depois.

Em seguida, assistimos a Boogie, comédia romântica (??) romena (??). A expectativa era grande e tal, até porque o cinema da Romênia hoje em dia está em primeiríssimo plano. E porque tinha a gracinha da Anamaria Marinca, de 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias. Mas que decepção! Difícil ver filminho mais machista e reacionário que este, que celebra o machón way of life romeno. Um blá blá blá interminável em planos mais intermináveis ainda. Para piorar, há uma cena em que o machón-romeno principal ainda lava o bilau na pia pra todo mundo ver. Sei não... A Geo vai escrever resenha.

O último da noite, De Repente, o Inverno Passado, por sua vez, foi uma delícia (aleluia! não aguentávamos mais filmes depressivos!). Um casal de jornalistas gays decide apresentar em um documentário (caseiro mesmo, filmado em digitais) toda a situação da união estável homossexual no país do Mussolini (ok, peguei pesado com os torcedores da azzurra). E eles entrevistam políticos, militantes de extrema-direita, o povão nas ruas, sempre de forma descontraída, além de apresentarem seus cotidianos de forma carinhosa e não-apelativa. Pena que poucos jornalistas ficaram para assistir ao filme (também, depois da verborragia interminável dos romenos...). 

Bom, vou dormir que amanhã é dia de acordar cedo... tem cabine de Rio Congelado logo pela manhã. Inté!

domingo, 21 de setembro de 2008

Segundo dia das cabines

É pessoal, a idade tá chegando... Segundo dia de cabines e já estou cansadão. Também, depois dos quatro filmes médios pra baixo de ontem, desanima qualquer um. Pra vocês terem uma idéia da rotina dessa época pré-festival (e olha que estamos falando de "pré"), as cabines têm começado às 16:30 e vão até meia-noite. Aterriso em casa por volta das 01:30. Faço algumas coisas no site, escrevo algo e durmo até 13: 30 (hora que acordei hoje). Escrevo algo e... lá vamos nós de novo. Para "piorar", amanhã começam as cabines pela parte da manhã... Rio Congelado vai passar às 10:30. Vida social out-cinema? Zero.

Antes dar dar uma rapidíssima pincelada sobre os filmes de ontem (rapidíssima mesmo, tenho que almoçar, banho e ir pras cabines de hoje), gostaria de dizer que hoje, extamente hoje, especificamente hoje, faz 1 ano que a Geo Euzébio está com a gente no site! Um ano de casa! Fico muito orgulhoso de tê-la chamado pra cobrir o Festival do ano passado comigo e dela ter se tornado uma editora muito querida pelos leitores. Não vou mandar beijos aqui pq posso dar pessoalmente! \o/

Bom, vamos ao filmes de ontem: Delta, filme europeu que escreverei após o almoço. Interessante, mas falho. Rocknrolla - A grande Roubada, novo filme do Guy Ritchie, começa malzão, cheio de narração em off e situações meio enroladas, mas ganha fôlego e ritmo lá pela metade, tornando-se uma agradável surpresa - eu não estava dando nada por ele. A Geo vai escrever sobre ele.

A primeira bomba veio com 14 Quilômetros, filme africano sobre imigração - três jovens cruzando a África para tentar chegar na Espanha ilegalmente - é estranho. Por vezes, parece que não tinham muita grana, aí aparecem várias e várias tomadas de grua em pleno deserto e a gente pensa: "comoooooo?". Enfim, o filme peca por diálogos pueris, pela total falta de domínio da linguagem cinematográfica etc. etc. etc. Mas pelo menos apresenta uma questão que a gente ignora totalmente. 

O último de ontem foi o inacreditável Casa Negra. Esse filme sul-coreano (que eu esperava bastante, por incrível que pareça!) é de dar vergonha alheia. Pelo menos está na mostra certa, a Midnight, para filmes bizarros. Ele começa como filme de psicopata comum, com o tapadinho do herói (um vendedor de seguros) tentando provar que um homem matou o próprio filho pra receber uma bolada. Mas olha, não se engane... a partir da metade vira um freak show na qual algumas pessoas não são o que parecem, e vira um jogo de gato e rato trash. Trashão mesmo!!! Os diálogos são as coisas mais inacreditáveis do mundo. Quando o rapaz pega um manual-de-como-são-os-psicopatas-para-crianças, é de dar dor no estômago de tanto rir. O filme foi aplaudidíssimo - deboche, claro! Mas tenho certeza que muitos vão levar o filme para o lado "sou trash mas sou intencional" e devem gostar. Enfim, recomendo (eu falei isso?) para ver como não se fazer um filme!


Bom, gente, vou lá! 


sábado, 20 de setembro de 2008

Fest. Rio: primeiros três filmes!

É pessoal, começou pra mim hoje o Festival do Rio desse ano. Quem acompanha o Cine Players sabe que é a época mais agitada e querida do ano! A Geo hoje não conseguiu ir, teve prova do mestrado. Mas amanhã ela começa na maratona também!

Bom, vocês devem ter percebido que agora a gente tem um Twitter também, que vai dar em tempo real tudo o que estiver rolando pelo Rio de Janeiro. Ainda estou me acostumando com o treco, mas acho que vai ser bacana.

Bom, quanto ao blog, vou dar uma pequena pincelada sobre os filmes que a gente for vendo. É humanamente impossível ver quatro, cinco filmes em um dia e discorrer sobre eles. Aí a gente faz uma pequena resenha por aqui daqueles que forem menos favorecidos! :)

O dia de hoje foi de três filmes razoáveis. O primeiro, O Visitante, foi o melhor. Coeso, bem ritmado, ótimos atores (cada vez mais adoro o trabalho da Hiam Abbass, e Richard Jenkins em um papel principal!) e que trata de um tema delicado - a imigração - de forma contundente. Bom, eu vou escrever uma resenha longa pra ele, então, fico por aqui.

O segundo foi CSNY Déjà Vu, um doc musical escrito e dirigido pelo ícone folk Neil Young. Olha, sinceramente não gostei muito. Primeiro, vou contar mais ou menos o que é o filme: Young reuniu-se com seus antigos parceiros para fazer uma turnê pelos Estados Unidos em um show altamente politizado, contra a Guerra do Iraque - da mesma forma como faziam na década de 70 em relação à Guerra do Vietnã, e por isso o "déjà vu" do nome. Entre canções irônicas e debochadas contra George W. Bush e muita panfletagem democrata chata, há momentos piegas, outros genuínos, e muita música boa. A melhor seqüência é quando eles cantam em Atlanta, na Geórgia, estado conservador sulista (se lembram das Olimpíadas?). Engraçadíssimo ver a reação das pessoas debandando do show e apontando seus dedos médios para a câmera após a canção mais pesada. Mas o filme se perde muito ao acompanhar histórias de veteranos ou de familiares de mortos na guerra. Parecia outro documentário. Enfim, não recomendo para os que não são fãs de música folk.

Por fim, Gomorra, um retrato bastante cru de uma região italiana - Camorra - dominada pelo narcotráfico e que serve de depósito para lixo tóxico. Acompanhando vários e vários personagens, o filme nos apresenta uma Itália que eu não sabia que existia. Pobre, devastada, decadente. São jovens conhecendo o submundo, pessoas lutando para sobreviver, e muito, mas muito sangue. Não é por nada que alguns garotos do filme têm como ídolo Tony Montana, personagem de Al Pacino em Scarface. É um filme difícil de se acompanhar, pois seus personagens são pelas ações, não há a preocupação de se criar um background - e várias das conexões têm que ser simplesmente supostas. Imagine um Cidade de Deus sem muita presepada, um filme oposto ao cosmética da fome. É mais ou menos o que Gomorra oferece - o filme ganhou o Grande Prêmio no Festival de Cannes desse ano. Mas por mais que seja simples e direto, tem seqüências memoráveis, como uma que um sujeito é o único sobrevivente de uma chacina e, ao sair daquele lugar, é acompanhado por uma câmera em plongée que vai revelando os corpos pelo chão. É um filme difícil, mas dotado de muitas qualidades, e que merece realmente ser conferido.

Bom, amanhã tem mais. Já adianto que o último de amanhã é um terror / suspense sul-coreano que está criando bastante expectativa. Inté!


sábado, 13 de setembro de 2008

Os cinemas de bairro e o Festival do Rio

Algumas estatísticas aterrorizam qualquer brasileiro apaixonado por cinema. Por exemplo, vocês sabiam que menos de 10% das cidades brasileiras possuem cinema hoje (não lembro dos números exatos, mas é algo em torno de 7%). É bizarro pensar que quem faz cinema hoje no Brasil (e eu pretendo ser um deles) não tem alcance algum. E olha que não estou nem adentrando em assuntos como distribuição e exibição, que são tão complexos quanto (a Ancine, a agência reguladora do nosso cinema, está tentando modificar isso, através de incentivos via isenção fiscal, da mesma forma como são feitos a maioria dos filmes hoje).

Essa introdução é apenas para apresentar um grave problema que a cidade do Rio de Janeiro vem enfrentando - e creio que todo os 7% também - o fechamento de cinemas de rua. Hoje, cinema é sinônimo de multiplex, várias salas pequenas reunidas em um shopping passando  o que for de mais pipoca do lixo estadunidense. 

O Rio recentemente perdeu um dos seus cinemas mais charmosos, o Paissandu, no Flamengo, famoso por ter formado nos anos 60 a "geração paissandu", de jovens e intelectuais de esquerda que iam para lá assistir aos filmes de Godard, Truffaut, Antonioni e Malle - não por acaso, a sessão de encerramento do cinema foi Trinta Anos Esta Noite. Há uma confusão entre o Grupo Estação (que controlava o cinema e também responsável pelo Festival do Rio) e o proprietário do imóvel, um disse-me-disse na imprensa e ninguém sabe o que vai acontecer. Mas o Paissandu já está fechado. Fico triste porque frequentei muito pouco este cinema, até porque ficava fora de mão. A última vez que fui por aquelas bandas foi para uma sessão dupla, no próprio Festival do Rio há alguns anos, no qual assisti a Crash - No Limite (e que acabou dando origem àquela crítica minha que está no site, que por acaso é um dos melhores textos que já fiz). 




E quando nós, cinéfilos, já estávamos nos recuperando da notícia desse lamentável episódio, eis que surge outra bomba: o Cine Palácio também está para fechar.  Desta vez, o hotel que está ao lado do imóvel o comprou para fazer do espaço um centro de convenções. O lindo Palácio, inaugurado lá nos anos 20, está para fechar. O Prefeito César Maia (acorda, prefeito!) fez um tombamento provisório do imóvel, mas é até previsível o desfecho desse episódio. Eu, assim como muitos, terão nesse Festival do Rio que começará daqui a 2 semanas, a última oportunidade de freqüentar esse que é um templo do cinema nacional. Será a chance, quem sabe, de fazermos algum protesto ou algo que o valha, já que a comunidade cinéfila estará reunida.

Agora é rezar para que os deuses do cinema preservem o Odeon. Amém.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Esquentando os Tamborins

Oi, vem sempre aqui? Ok, deixamos esse espaço completamente abandonado nos últimos meses - e nem vou me justificar, pois não há uma justificativa. Mas como o Festival do Rio vem aí, precisaremos do nosso estimado blog para falarmos de tudo o que rolar off festival. Lá no site, as notícias, críticas e o que mais for de sério. Aqui, as fofocas, as tietagens e coisas fúteis afins.

Eu e a Geozebio vamos ficar antenados durante todos os dias de festival, tentando cobrir tudo o que for de mais importante que acontecer pela Riviera Carioca. O Kon Heoli ia nos ajudar, mas teve de cancelar de última hora.

E começando bem nossa cobertura off por aqui, uma notícia em primeiríssima mão (yes!): a Sony acabou de divulgar seus filmes no festival. Vai ter O Casamento de Rachel (sim, sim, Rachel Getting Married, agora com título nacional),  Procedimento Operacional Padrão (Leão de Prata no Festival de Berlim desse ano), Adoração, Segurando as Pontas, Um Lugar Chamado Brick Lane, Quando Você Viu Seu Pai Pela Última Vez e Rio Congelado.

Como o CP está super antenado, todos estes já têm ficha no site. É só ir lá conferir ;)

Meu Nome Não é Rachel

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Control, a história de Ian Curtis.

(Control, 2007)


O Joy Division é uma banda que nunca esteve entre as minhas prediletas, apesar de saber cantarolar algumas músicas - já clássicas - deles. À parte disso, convivi com alguns adimiradores da poesia de Ian Curtis e ouvi uma ou duas histórias a seu respeito, que acabei encontrando representadas neste que é o primeiro longa dirigido pelo fotógrafo Anton Corbijn. Ele que, fotografando para a revista NME conheceu a banda e seu vocalista.

Tendo como referência o famoso livro de memórias Touching From A Distance escrito por Deborah Curtis (Samantha Morton), a esposa de Ian (Sam Riley), o filme concentra a maior parte de sua atenção ao triângulo amoroso montando pelo casal Curtis e pela belga Annik Honoré (Alexandra Maria Lara), que era jornalista nas horas vagas e acabou entrevistando a banda, depois do que tornou-se namorada do controverso vocalista, que, para os que não sabem, suicidou-se em maio de 1980.

Não entendo por qual motivo dois filmes são lançados em tão curto espaço de tempo tendo como tema a história do Joy Division, seja falando propriamente da banda ou enfatizando a vida particular de Curtis, mas essa semana estréia também Joy Division, este um documentário, bem mais interessante do que Control.



(Sam Riley interpretando Ian Curtis)



Aliás, comecei este texto para falar do que NÃO é bacana em Control:

1. Anton Corbijn não podia ter achado que por ter conhecido o personagem principal desta história ele estaria apto a contá-la. Saiu de sua posição de fotógrafo e diretor de videoclipes (o clipe de Heart-Shaped Box foi dirigido por ele) para alçar vôos maiores, mas não soube segurar a peteca. Com este relato ele não acrescenta nada de novo a biografia de Curtis, já que apenas reproduz cenas-clichês da história dele, conhecidas de cór e salteado pelos fãs do cantor.

2. Sam Riley a mim não conseguiu convencer, apesar da aparência física com o músico. Faltou um pouco de emoção a alguém que acorda depois de um ataque epilético decidido a tirar a própria vida. Além do que, sua imitação da famosa dança de Curtis me deixou com aquele sentimento de quase-caricatura. No entanto, tanto o personagem quanto sua dança eram peculiares demais, ou seja, acho difícil que alguém consiga imitá-lo melhor.

3. O elenco careceu de um diretor mais competente, porque nenhuma interpretação brilha, nem mesmo Samantha Morton.



(Uma singela homenagem a Ian e sua maneira de dançar)

Agora, há uma coisa digna de comentário positivo, aliás duas: os atores tocando - de verdade - os instrumentos e SamRiley nos vocais, o que produziu alguma estranheza na comparação com os vocais originais, mas isso me pareceu muito mais agradável do que playback e aqueles atores aranhando o dedo em acordes que não existem, coisa que deve ser muito triste para os músicos que se vêem representados ali. E o uso do preto-e-branco que valorizou a fotografia, apesar de - acredito - ter sido usada para acentuar o tom sombrio que envolve a história do músico, sem no entanto ter conseguido.

Mas, eu posso estar totalmente enganada a respeito do que escrevi sobre este filme, porque o pessoal do Festtival de Cannes 2007 deu até prêmio para ele. E ainda elogiou a atuação de Sam Riley. Mas sabe, tem muita coisa no mundo que eu realmente não entendo. Inclusive o fato de Ian Curtis ter escolhido morrer na véspera da viagem de sua primeira turnê na América.

Quem entende?

sábado, 10 de maio de 2008

Vagas para editores e versão 2.4.1 de Cine Players

Puxa, como isso aqui anda vazio... aproveito então para anunciar aqui também que as tão aguardadas vagas para editores foram finalmente abertas. E são cinco desta vez! Nunca foram abertas tantas vagas, mas sinceramente estamos precisando, visto que, como já havia relatado neste post, nossa produção de conteúdo está muito fraca ultimamente.

As inscrições estão abertas até o último dia de maio, e vai demorar umas duas semanas para analisarmos todos os currículos para definir quem serão os novos editores do site. Após esse processo ser encerrado, daremos início ao desenvolvimento da versão 2.4.1 de Cine Players que, entre outras novidades, contará com:

- seção Oscar permitirá mais de um vencedor por categoria (é uma limitação que temos no sistema hoje que será resolvida);
- top de filmes mais votados - qual o filme mais popular do site?
- novos avatares para os leitores - hoje disponibilizamos apenas o velho sombra (abaixo). Teremos mais opções, visto que atualmente há muitas imagens quebradas nas fotos dos leitores. Isso também é parte de um esforço para enriquecer a recém-criada "Central de Usuários".
- a busca do topo da página trará resultados de palavras-chave, dando continuidade à integração desse ótimo recurso dentro do site.
- fórum por filme: cada ficha de filme (seja ele lançado ou ainda não lançado) terá um fórum para troca de idéias e discussão sobre o filme.